sábado, 7 de maio de 2011

Mutismo Seletivo

Mutismo seletivo: como tratar?
Meu filho não fala na escola e agora?

Autor: Ana Paula Alves dos Santos

Durante minha atuação enquanto na educação especial tenho, recebido muitas queixas de professores quanto a alunos que não falam na sala de aula, não respondem perguntas, nem mesmo simples.
Os pais, no entanto, relatam que em casa a criança fala normalmente, existindo uma contradição entre o comportamento em casa e na escola, denominado mutismo seletivo.
Este problema pode se agravar se não tratado e atuação precoce pode ajudar.
As técnicas devem ser consistentes, e devem incluir a dessensibilização da criança provendo metas a curto prazo, reforço positivo, e recompensas para motivar a criança para falar.
Exercer pressão sobre a criança, inclusive a punição, demonstraram ter conseqüências prejudiciais.
As respostas simples de poucas sílabas (como sim, não, quero, etc.) devem ser objetivadas no início, com aumentos graduais. Após o tratamento extensivo, alguns puderam falar espontaneamente em algumas condições, se não todas as situações sociais.
Vários medicamentos, conhecidos por serem efetivos no tratamento dos adultos com ansiedade social foram efetivos para muitas crianças, normalmente junto com terapia comportamental. Diversos artigos (a maioria em inglês), que provêem estratégias de comportamento podem ser encontrados em bibliotecas e diários de diversas universidades que publicaram estudos.
O mutismo seletivo é limitado às crianças?
Não.
Algumas crianças apresentam mutismo seletivo por períodos de tempo curtos quando outras apresentam este problema por muitos anos.
Baseado em algumas literaturas e em respostas individuais o mutismo seletivo pode ser uma desordem persistente que pode se transformar, com o tempo em uma desordem intratável.
Alguns adultos relataram que ainda estão esforçando-se para superar os sintomas de mutismo seletivo, quando outros o superarem. Muitos adultos, que agora são capazes de falar socialmente, relatam que ainda têm uma combinação de ataques da ansiedade, depressão e pânico.
Quando o mutismo seletivo deve ser tratado?
Há dois fatores principais determinando quando o tratamento é necessário: a idade e a severidade.
Se o mutismo seletivo persistir por mais que dois meses, ou outro idioma dominante não estiver interferindo, e se não houver nenhuma resposta verbal, o tratamento deveria começar imediatamente.
Para a criança que exibe sintomas leves, como responder com uma voz em tom baixo, e interage com outros, o tratamento pode não ser necessário a menos que os sintomas continuem durante muitos meses.
Às vezes é difícil saber se ou quando intervir, uma vez que existem graus variantes da desordem.
Muitas crianças melhoram com o passar do tempo sem tratamento, enquanto com outros, a desordem fica intratável.
Para aqueles que apresentam formas severas de mutismo seletivo, a intervenção imediata é aconselhável porque os sintomas podem aumentar. Em geral, uma criança mais jovem tem uma chance boa de recuperar, se tratada adequadamente, por causa do intervalo mais curto do tempo onde nenhuma verbalização aconteceu na escola ou em outras condições sociais

3 comentários:

  1. ola minha filha (2 anos)nao fala com adultos, só com crianças
    Em casa ela fala, brinca em locais publicos ela corre, fala alto mais se algum adulto se aproximar dela, ela para na hora, olha pra baixo fica quieta.
    Quando tento insistir pra um adulto pegar ela no colo ela chora muito, fica sentida nao sei oq fazer.
    algumas duvidas que tenho é: isso que faço de pedir pra um adulto pegar ela a força é uma boa ideia? fico com medo de deixa-la mais insegura ainda
    nao sei oq fazer, porq ela é assim?
    sofri muito na pre escola nao tinha atençao e nem conseguia acompanhar a aula, sera que isso pode acontecer com ela tbm? que ajuda eu posso procurar? por favor se possivel me responda o quanto antes tenho medo que esse problema se agrave

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    1. Vi sua postagem. Como esta o quadro da sua filha. Meu filho tem o transtorno do mutismo seletivo

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  2. Debora Furtado de Souza3 de julho de 2014 10:53

    Oi Gisele seu problema é igual ao meu amanhã irei levar a minha pequena a um psiquiatra (minha psiquiatra ) pois me trata a muito tempo de fobia social a qual melhorei bastante , minha pequena de 3 anos era igual a sua quando tinha 2 anos , e agora não fala nem na escola , nem em casa , estou muito preocupada , espero que me ajudem ; Boa sorte para vc também , abraço .

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