quinta-feira, 2 de julho de 2015

Estimulação Motora para crianças com Paralisia Cerebral

Estimulação Motora

Atividades que enfocam a estimulação da aquisição ou aprimoramento do esquema corporal.
Atividade 1:
Material: espelho.
Posicione a criança na frente do espelho e nomeie, tocando,cada parte do corpo. Você pode fazer isso cantando músicas que citem as partes do corpo e estimulem movimentos.
Atividade 2:
Material: Espelho.
 Na frente do espelho façam caretas, modificando a expressão (fisionomia triste, alegre, espantada, brava, etc).
Atividade 3:
Material: papel Kraft, ou manilha e uma caneta grossa ou giz de cera.
Deite a criança em cima do papel e desenhe o contorno do seu corpo.mostre para a criança o desenho e complete com os detalhes.
Atividade 4:
Material: lençol ou piscina de bolinhas.
Cubra a criança deixando a cabeça de fora. Vá descobrindo uma parte do corpo de cada vez nomeando-o na hora do “achou!”.
Atividade 5:
Material: boneco fácil de manusear e roupas de bonecos.
Vista e dispa o boneco junto com a criança, nomeando as partes do corpo.
Atividade 6:
Material: água, boneca de plástico, bacia, sabonete e toalha.
Dê um banho na boneca junto com a criança, nomeando as partes do corpo.
Atividade 7:
Material: massinha de modelar.
Faça com a criança, uma bola de massa de modelar. Batam na massa até ela ficar achatada. Modelem o nariz, boca, olhos, etc, nomeando-os.
Atividade 8:
Material: revistas, tesoura, cola e papel.
Procure junto com a criança, figuras humanas em revistas. Recorte-as, separando a cabeça, tronco e membros. Monte uma nova figura solicitando que a criança identifique qual parte se junta com  a outra.

Atividades que enfocam a estimulação do controle dos movimentos

Atividade 1:
Material: Giz de cera e papel.
Deixe a criança riscar e pintar livremente o papel, de preferência grande, para que ela não tenha que limitar a sua expressão gráfica.
Atividade 2:
Material: Giz de cera e papel.
Desenhe uma figura simples e peça para a criança para pintar o interior da figura, respeitando os limites. Varie a complexidade das figuras desenhadas.
Atividade 3:
Material: nenhum.
Faça diversos movimentos com o corpo e peça para a criança imitar. Inverta os papéis.
Atividade 4:
Material: bola.
Role a bola para perto da criança e chame sua atenção sobre ela.incentive-a a pegá-la. Peça para que devolva a você. Varie os movimentos, fazendo-a pular, girar a bola.
Atividade 5:
Material: Garrafas plásticas vazias e bola.
Mostre a criança como derrubar as garrafas fazendo com que a bola bata nela como num boliche. Estimule a criança a arremessar e rolar a bola.
Atividade 6:
Material: Brinquedo que flutue.
Durante o banho, deixe o brinquedo flutuando, próximo à criança. Incentive-a a pegá-lo. Brinquem com ele tentando afundá-lo, fazendo espirrar água, manipulando-o de diferentes maneiras.
Atividade 7:
Material: Cartolina, guache e canudinhos.
Coloque gotas de diluída sobre a cartolina e mostre à criança que soprando através do canudinho, ela se espalha e desenha formas no papel.
Atividade 8:
Material: Brinquedos variados, papel ou jornal.
Embrulhe o brinquedo com o papel ou jornal e ofereça-o à criança para que o desembrulhe.
Atividade 9:
Material: brinquedos variados e caixa.
Estimule a criança a retirar objetos da caixa e também a guardá-los.
Atividade 10:
Material: revistas e livros.
Mostre à criança como folhear um livro ou revista e estimule-a a fazer o mesmo.

Rodrigues, Maria de Fátima A. e Miranda, Silvana de Moraes. A estimulação da criança especial em casa. Entenda o que Acontece no Sistema Nervoso da Criança Deficiente e como Você Pode Atuar sobre Ele. Belo Horizonte: Atheneu 2005, 183p 


Leia mais: http://paralisiacerebral.webnode.com.br/orienta%C3%A7%C3%B5es%20fonoaudiologicas/estimula%C3%A7%C3%A3o%20motora/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br

O que é inclusão escolar?




O que é inclusão escolar?
Inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O termo é associado mais comumente à inclusão educacional de pessoas com deficiência física e mental.
Recusar-se a ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) é crime: todas as instituições devem oferecer atendimento especializado, chamado de Educação Especial. No entanto, o termo não deve ser confundido com escolarização especial, que atende os portadores de deficiência em uma sala de aula ou escola separada, apenas formadas de crianças com NEE. Isso também é ilegal.
O artigo 208 da Constituição brasileira especifica que é dever do Estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino", condição que também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A legislação também obriga as escolas a terem professores de ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais a se integrarem nas classes comuns. Ou seja, uma criança portadora de deficiência não deve ter de procurar uma escola especializada. Ela tem direito a cursar instituições comuns, e é dever dos professores elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades específicas dela.
No caso da alfabetização para cegos, por exemplo, o aluno tem direito a usar materiais adaptados ao letramento especial, como livros didáticos transcritos em braille para escrever durante as aulas. De acordo com o decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas o gestor da escola e as Secretarias de Educação e administração é que precisam requerer os recursos para isso.
Às vezes o atendimento escolar especial (AEE) deve ser feito com um profissional auxiliar, em caso de paralisia cerebral, por exemplo. Esse profissional auxilia na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal. O professor e o responsável pelo AEE devem coordenar o trabalho e planejar as atividades. O auxiliar não foge do tema da aula, que é comum a todos os alunos, mas o adapta da melhor forma possível para que o aluno consiga acompanhar o resto da classe.
Mas a preparação da escola não deve ser apenas dentro da sala de aula: alunos com deficiência física necessitam de espaços modificados, como rampas, elevadores (se necessário), corrimões e banheiros adaptados. Engrossadores de lápis, apoio para braços, tesouras especiais e quadros magnéticos são algumas tecnologias assistivas que podem ajudar o desempenho das crianças e jovens com dificuldades motoras.

Síndrome de Down

Entre as características físicas associadas à síndrome de Down estão: olhos amendoados, maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças, hipotonia muscular e deficiência intelectual. Em geral, as crianças com síndrome de Down são menores em tamanho e seu desenvolvimento físico e mental são mais lentos do que o de outras crianças da sua idade.
Também é importante destacar que a síndrome de Down não é uma doença, e sim uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. Entretanto, como esta condição está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança.
As pessoas com síndrome de Down comumente estão mais vulneráveis a uma maior incidência de algumas doenças, como cardiopatias e problemas respiratórios. Para saber mais informações sobre os cuidados médicos necessários, clique aqui.
A intensidade de cada um desses aspectos varia imensamente de pessoa para pessoa e não há relação entre as características físicas e um maior ou menor comprometimento intelectual. Por falar nisso, não existem graus de síndrome de Down. O desenvolvimento dos indivíduos com a trissomia está intimamente relacionado ao estímulo e incentivo que recebem, sobretudo nos primeiros anos de vida.
- See more at: http://www.movimentodown.org.br/sindrome-de-down/caracteristicas/#sthash.WLgfmp8V.dpuf

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é um transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento. Ela foi considerada, por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada ao autismo.
Em maio de 2013, no entanto, foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.
A Síndrome de Asperger, assim como o autismo, foi incorporada a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a síndrome passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, dessa forma o diagnóstico fica mais completo.
O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”, de acordo com o DSM-V.
Como a Síndrome de Asperger só foi reconhecida recentemente como um transtorno do espectro autista, o número exato de pessoas portadoras da doença ainda não é exato. Estimativas mostram que a ocorrência do transtorno pode ser mais comum do que se acreditava: uma entre 250 crianças aparentemente são diagnosticadas com a síndrome. Outros números dos Estados Unidos mostram que a incidência da doença pode ser bem menor (uma em cada dez mil crianças, aproximadamente)

    Causas

    A causa exata da Síndrome de Asperger, assim como do Transtorno do Espectro do Autismo, ainda não é conhecida. Os cientistas, por outro lado, acreditam que uma anormalidade no cérebro das crianças portadoras seja a causa mais provável.
    Outras doenças, como depressão e transtorno bipolar, também podem estar relacionados à Síndrome de Asperger e ao Transtorno do Espectro Autista.
    Ao contrário do que algumas pessoas costumam pensar, a Síndrome de Asperger não é causada pela privação emocional ou por uma forma específica que os pais educam seus filhos.

     sintomas

    Sintomas de Síndrome de Asperger

    Os sintomas da Síndrome de Asperger podem variar de pessoa para pessoa, e variam também de intensidade e gravidade. Os sinais mais comuns incluem:

    Problemas com habilidades sociais

    Crianças com Síndrome de Asperger geralmente têm dificuldade para interagir com outras pessoas e muitas vezes comportam-se de forma estranha em situações sociais. Portadores desse distúrbio geralmente não fazem amigos facilmente, pois têm dificuldade para iniciar e manter uma conversa.

    Comportamentos excêntricos ou repetitivos

    Crianças com essa condição podem desenvolver um tipo de comportamento anormal, que envolve movimentos repetitivos e estranhos, como torcer mão ou os dedos.

    Práticas e rituais incomuns

    Uma criança com Síndrome de Asperger pode desenvolver rituais que ele ou ela se recuse terminantemente a alterar, como se vestir obrigatoriamente em uma ordem específica, por exemplo.

    Dificuldades de comunicação

    As pessoas com este transtorno costumam não fazer contato visual ao falar com alguém. Elas podem ter problemas ao usar expressões faciais e ao gesticular, bem como podem apresentar dificuldade para compreender a linguagem corporal e a linguagem dentro de um determinado contexto e costumam ser muito literais no uso da língua.

    Poucos interesses

    A criança com Síndrome de Asperger pode desenvolver um interesse intenso e quase obsessivo em algumas atividades e áreas, tais como prática de esportes, clima ou até mesmo mapas.

    Problemas de coordenação

    Os movimentos de crianças com Síndrome de Asperger pode parecer desajeitado ou constrangedor.

    Habilidosos ou talentosos

    Muitas crianças com Síndrome de Asperger são excepcionalmente inteligentes, talentosas e especializados em uma determinada área, como a música ou a matemática.
    Os diagnósticos em psiquiatra, em grande parte, seguem as recomendações presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês). De acordo com a última versão publicada, em que autismo e Asperger se englobam em Transtorno do Espectro Autista, agora só há dois grupos de sintomas necessários para que o psiquiatra, em conjunto com um pediatra, possa realizar o diagnóstico. Antes havia três. Agora, os sintomas de interação e comunicação social foram agrupados em um só grupo. Confira:

    Déficits de comunicação/interação social

    Déficit na reciprocidade das interações sociais, déficits nos comportamentos não-verbais, dificuldade de desenvolver e manter conversas, diálogos e relacionamentos.

    Presença de um padrão repetitivo e restritivo de atividades, interesses e comportamentos

    Estereotipias (ecolalia, por exemplo), insistência em uma atividade específica, adesão estrita a rotinas, interesses restritos e incomuns, hiper-reatividade ou hipo-reatividade a estímulos sensoriais.
    Além disso, uma das dúvidas que ainda permeia a mudança acontecida no DSM é a conduta frente aos pacientes já diagnosticados de acordo com os critérios anteriores, ou seja, se as pessoas anteriormente diagnosticadas com Síndrome de Asperger devem ser reclassificadas ou se o diagnóstico será mantido.

     fontes e referências

    • Revisado por Dra. Evelyn Vinocur, psiquiatra e mestre em neuropsiquiatria pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e psicoterapeuta cognitivo comportamental, especializada em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Estado do Rio de Janeiro (SCMRJ) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Membro associado da Associação Brasileira de Psiquiatria (CRM-RJ: 303514)
    • DSM-V, American Psychiatric Association - Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 5ªed. Edit. Artes Médicas

    BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

    BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

    A brincadeira faz parte da vida de qualquer criança, pois propicia um universo de descobertas e, segundo alguns pesquisadores, ao brincar a criança assimila e pode transformar a realidade.
    Desta forma, com a criança cega e baixa visão o repertório não é diferente. É através da brincadeira que elas se movimentam e se sentem independentes, desenvolvem os sentidos, adquirem habilidades para usar o corpo e as mãos, interagem com o outro e o ambiente, reconhecem objetos e suas características (textura, forma, tamanho, cor e som) e as tornam mais ativas e curiosas. Também não podemos deixar de falar que o ato de brincar pode favorecer momentos de integração entre a família.
    Portanto, as brincadeiras e os brinquedos são de extrema importância para o desenvolvimento de qualquer criança, seja quanto aos aspectos motores, o físico, a mente, a autoestima, a afetividade, a sociabilidade e reforçam as defesas imunológicas.
    Diversas brincadeiras podem ser realizadas com a criança deficiente visual, porém devemos adaptá-las para que possam aproveitar o momento da melhor maneira possível e os brinquedos devem respeitar a faixa etária da criança. Como por exemplo, para a criança cega se faz necessário o uso de determinados materiais nos brinquedos como guizos, diferentes sons e texturas, luzes, que chamem a atenção e despertem o interesse da criança. Assim como devemos auxiliá-las a contornar os objetos com as mãos, o que possibilita a exploração do brinquedo. Já nas crianças com baixa visão pode-se fazer o uso de brinquedos com cores contrastantes (amarelo com preto, preto com branco) e/ou de cores intensas, com desenhos de fácil compreensão e de tamanhos favoráveis, isto possibilita estimular a visão e fazer com que a criança faça melhor uso do resíduo visual.
    Lembrando que as músicas infantis são muito bem-vindas, pois incentivam à fala, à imaginação e a movimentação corporal.
    A Fisioterapeuta dos serviços especializados da Fundação Dorina, Daniele Lopes, lista abaixo algumas brincadeiras que podem ser realizadas com as crianças deficientes visuais, confira:
    - Serra-serra-dor: cantiga bem conhecida e que favorece a movimentação corporal e o equilíbrio.
    - Chocalhos de diferentes tamanhos e cores: estimula a visão e audição da criança, por meio das cores de alto contraste e dos sons produzidos em seu interior, além de propiciar atividades de coordenação motora fina e visual.
    - Jogos de encaixes de formas ou de animais : possibilita a coordenação motora, o pareamento visual, orientação espacial, uso do tato e o conhecimento.
    - Jogo de bola com guizo ou bola com cores contrastantes: possibilita a integração com outras crianças e trabalha orientação espacial e do próprio corpo. A criança deve ser orientada que estão em círculo e que chame o nome da criança para qual irá arremessar, assim fica mais divertido e permite a participação de todos.
    - Faz-de-conta: brincar de “mamãe e filhinha”, de “super herói” e outras. Sendo que a criança cega deve ser incentivada e ensinada a fazer esse tipo de brincadeira. Já a com baixa visão (leve e moderada) pode aprender pela imitação.
    - Esconde-esconde os objetos: fazer com que a criança encontre objetos perdidos, atividade de grande incentivo visual, no caso para as de baixa visão.
    É importante ressaltar que ao término das atividades, as crianças devem ser incentivadas a guardar os brinquedos, o que contribui para a organização do ambiente.
    Toda brincadeira pode ser possível, só depende da criatividade de cada um.

    domingo, 22 de junho de 2014

    Dicas: estimulando a fala e a linguagem

    Dicas: estimulando a fala e a linguagem
    20/06/2014
                      Dicas para estimular o desenvolvimento da fala e da linguagem do seu filho,:
    1. Fale corretamente com ele;
    2. Procure não usar palavras no diminutivo;
    3. Conte histórias;
    4. Cante músicas;
    5. Fique atenta aos choros e sorrisos do seu filho;
    6; Converse bastante com ele, independentemente da idade, a aquisição de vocabulário está ligada ao quanto a mãe fala com o seu filho;
    7. Lembre-se que os bebês percebem as diferenças de tom de voz e expressão facial;
    8. Exponha seu filho a diferentes sons e ambientes.
                      Tudo isto fará com que ele tenha a estimulação adequada para desenvolver tais habilidades.

    terça-feira, 11 de junho de 2013

    Neurocientista apresenta métodos de alfabetização letra por letra

    PDFImprimirE-mail
    Por Simone Mateos – Instituto Alfa e Beto   
    Sex, 13 de Julho de 2012 17:40
    1307201201pqEstudos indicam que o método fônico é o mais eficiente e que qualquer criança pode ser alfabetizada em português em menos de um ano. Estas foram algumas das principais conclusões apresentadas pelo neurocientista francês Stanislas Dehaene nesta sexta-feira, 13, em seminário na Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina (SED) nesta sexta-feira, 13. O evento, promovido pela parceria da SED com o Instituto Alfa e Beto (IAB) foi teletransmitido ao vivo para as 36 Gerências Regionais de Educação do Estado e acompanhado por mais de 2 mil diretores, supervisores e outros educadores da rede estadual.
    “Embora desagrade a muitos, não se aprende a ler de cem maneiras diferentes. Cada criança é única, mas, quando se trata de alfabetização, todas têm basicamente o mesmo cérebro que impõe a mesma sequência de aprendizagem. Quanto mais respeitarmos sua lógica, mais rápida e eficaz será a alfabetização”, garantiu o neurocientista.
    Dehaene frisa que é essencial ensinar explicitamente às crianças a relação entre fonemas (sons) e grafemas (letras) porque é dessa forma que elas ativam os circuitos decisivos para ler, ganhando velocidade e autonomia para lerem palavras novas, de forma muito mais rápida. “Meus filhos fizeram na escola muitos exercícios de observar a forma global das palavras, mas as imagens do cérebro mostram que isso não ativa os circuitos que importam para a leitura”, acrescentou.
    Ele garantiu que a ineficácia do método global ou construtivista está provada não só em laboratório, mas em centenas de experimentos realizados em inúmeros países e qu1307201203pqe esses conhecimentos científicos vêm reorientando as políticas públicas de vários governos. Dehaene admite que o construtivismo e o método global nasceram da ideia generosa de evitar o adestramento acrítico de fazer as crianças repetirem sílabas sem sentido, da preocupação com fazê-las prestar atenção no significado.
    “O problema é que o cérebro precisa decodificar para ler, só consegue prestar atenção no significado quando a leitura ganha certa velocidade e que conseguimos isso muito mais rápido com o método fônico”. Dehaebe conta que, na França, testes que compararam crianças de mesmo nível socioeconômico no final da escolarização mostraram que os alunos que haviam sido alfabetizados pelo método global não só liam mais lentamente, como tinham mais dificuldade para compreender textos do que os que haviam aprendido pelo método grafo-fonológico. 
    Segundo o cientista, com a metodologia adequada, em português, uma criança leva poucos meses, no máximo um ano, para aprender a ler e escrever. No Brasil, como na maioria dos países, a alfabetização tem início aos seis anos, mas, a despeito das evidências científicas, o Ministério da Educação admite que se estenda até os oito, de acordo com portaria publicada no último dia 5.
    1307201202pqDe acordo com o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, Santa Catarina vai trabalhar forte para que a alfabetização ocorra aos seis anos, diferente do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) do MEC, que firma o compromisso de alfabetizar as crianças até no máximo aos oito anos de idade. “Na reunião realizada pelo Consed, nesta semana, Santa Catarina foi destaque com a ideia de reduzir a idade máxima de alfabetização de nossas crianças. Temos um longo caminho a percorrer, mas temos a certeza que estamos dando um importante passo para a educação catarinense”, conclui Deschamps.
    O cientista aproveitou para apontar as implicações destas descobertas para a prática em sala de aula. “A escola precisa ser organizada para a aprendizagem. Um ambiente atrativo facilita o processo da leitura. O docente tem que observar em que nível de progressão a criança se encontra e uma avaliação permanente, por parte do professor e a autoavaliação do aluno, são essenciais para esse processo”, afirma Dehaene.
    Além do método fônico, ele destacou a importância do ensino estruturado, que é feito uma sequencia que respeita a lógica de como o cérebro aprende, começando do simples para o complexo, ensinando uma letra de cada vez, começando pelas mais regulares na sua relação com os sons, as mais fáceis de serem pronunciados separadamente e pelas mais frequentes. Ele também destaca a importância dos erros e da recompensa, o reconhecimento pelos avanços. “Os erros são mais úteis para a aprendizagem do que os acertos, mas só se a criança receber logo o feedback da correção. Ela não deve ser castigada, mas deve ser corrigida e reconhecida, elogiada por seus avanços”.
    Exercícios abundantes e diversificados adequados ao nível de progressos da criança são outros elementos da receita de sucesso de Dehaene. “Se não diversificarmos, as crianças memorizam os exercícios sem aprender a decodificação que lhes permitirá ler qualquer palavra”.  Os programas Alfa e Beto foram mencionados pelo pesquisador como bons exemplos de ensino estruturado de alfabetização a partir do método fônico.